
Ele levou consigo o rascunho do resumo.
Mas não foi feita nenhuma menção do século 482. Em vez disso, Finge apresentou-o a um homenzinho mirrado e enrugado, de escassos cabelos brancos e um rosto gnômico, que durante toda a entrevista ficou estampado com um perpétuo sorriso. Variou entre extremos de ansiedade e jovialidade, mas nunca desapareceu completamente. Entre dois de seus dedos amarelados havia um cigarro aceso.
Era o primeiro cigarro que Harlan via, caso contrário teria prestado mais atenção ao homem, menos ao cilindro fumegante, e estado melhor preparado para a apresentação de Finge.
— Computador Sênior Twissell, este é o Observador Andrew Harlan — disse Finge.
Os olhos de Harlan desviaram-se em choque, do cigarro do homenzinho para seu rosto.
— Como vai? — disse o Computador Sênior Twissell, com uma voz aguda. — Então este é o jovem que escreve aqueles excelentes relatórios?
Harlan não encontrou a voz. Laban Twissell era uma lenda, um mito vivo. Laban Twissell era um homem que ele devia ter reconhecido imediatamente. Ele era o Computador saliente da Eternidade, que é uma outra maneira de se dizer que era o mais notável Eterno vivo. Era o decano do Conselho Geral. Havia dirigido mais Mudanças de Realidade do que qualquer homem na História da Eternidade. Ele era… Ele tinha…
A mente de Harlan falhou-lhe completamente. Sacudiu a cabeça com um sorriso apatetado e não disse nada.
Twissell colocou o cigarro na boca, deu rápidas baforadas e afastou-o. — Deixe-nos, Finge. Quero conversar com o rapaz.
