Existem alguns casos de nosferatus que apaixonados por suas vítimas são surpreendidos pela luz da manhã, letal para sua existência noturna. [NOTA: VER NOSFERATU] Na ânsia de sugar o fluido vital se encontram com cenários estimulantes à paixão, e seu ser, que apesar de transcarnalizado conserva sentimentos humanos pode se iludir por um momento, conduzindo-o a caminhos proibidos para sua imortalidade. Essa possibilidade não deixa de mostrar quão terrível é a solidão dos vampiros.

Mas vamos falar agora, das maneiras propriamente ditas que um vampiro se utiliza para seduzir uma pessoa e como às vezes é seduzido sem se dar conta. Como já foi falado num capítulo anterior, o sonho é um elemento que pode ser utilizado pelo nosferatu, pois nesse mundo seus poderes são quase que ilimitados. Ao ver uma vítima que lhe agrade, o vampiro procura no olhar uma maneira para que possa penetrar no seu estado inconsciente de maneira a deixar sua marca. Através dessa porta ele se introduz no mundo dos sonhos onde começa a atuar, transmitindo à sua vítima os mais deliciosos momentos de êxtase sexual. Segundo narrativas de pessoas que tiveram essa experiência, e que não se envergonharam de contar, tudo começa com uma leve brisa que envolve os sentidos numa letárgica sensação de abandono. O corpo se torna um elemento leve que aos poucos é conduzido em mirabolantes vôos pelas mãos do sedutor. Aos poucos a nudez lasciva abre as portas de estranhos caminhos sensuais e a vítima sente-se possuída por uma infinidade de imagens que se tornam cada vez mais reais. Flutuando por uma infinidade de imagens que se tornam mais reais. Flutuando sob o espaço, as veias sangüíneas se dilatam para entrada dos fluidos do vampiro, canalizando a um só instante um turbilhão de prazeres infernais semelhantes aos descritos pelo poeta italiano Dante Alighieri, na Divina Comédia. O inferno deixa de ser um temor para o ser vampirizado para passar a ser um atração. Nuvens de éter invadem todas as moléculas do corpo, lançando-o numa distante dimensão, longe da racionalidade do cotidiano comum a todos os homens.



29 из 92