— É uma idéia interessante — disse Brant.

— Você pode estar certa.

— Embora História não fosse o seu forte, Brant Falconer tinha o conhecimento técnico a respeito da complexa cadeia de eventos que levara à colonização de Thalassa.

— E o que devemos fazer? — ele perguntou.

— Se for outra nave semeadora e ela tentar nos colonizar novamente? Diremos — muito obrigado, mas hoje não? Houve alguns risinhos nervosos, então o conselheiro Simmons observou pensativamente: — Tenho certeza de que saberíamos lidar com uma nave semeadora, se fôssemos obrigados a fazê-lo. E não acham que os robôs seriam suficientemente inteligentes para cancelar o programa ao verem que o trabalho já está feito? — Talvez, mas eles podem julgar-se capazes de fazer um serviço melhor. De qualquer modo, seja uma relíquia da Terra ou um modelo recente de uma das colônias, deve ser um robô de algum tipo. Não havia necessidade de entrar em detalhes, todos conheciam a fantástica dificuldade e o custo de um vôo interestelar „tripulado”. Mesmo que fosse tecnicamente possível, era de todo inútil. Robôs poderiam fazer o trabalho mil vezes mais barato.

— Robô ou relíquia, o que vamos fazer com ela? — quis saber um dos moradores.

— Pode não ser problema nosso — disse a prefeita.

— Parece que todos estão achando que a nave vai se dirigir para o Primeiro Pouso, mas por que deveria? Afinal, a Ilha do Norte é um local muito mais provável. A prefeita já havia sido desmentida outras vezes, mas nunca tão rapidamente. O som que cresceu no céu de Tarna não era um trovão distante, ecoando da ionosfera, mas o penetrante assovio de um jato em vôo baixo. Todos correram para fora da sala do Conselho, numa pressa inconveniente, mas só os primeiros a sair tiveram tempo de ver uma asa delta rombuda eclipsando as estrelas enquanto se dirigia intencionalmente para o local ainda sagrado como o último elo com a Terra. A prefeita Waldron parou brevemente para entrar em contato com a Central e em seguida se reuniu aos outros, aglomerados do lado de fora.



10 из 210