Assim, toda uma nação ainda por nascer e todo o equipamento necessário para montar uma nova civilização podiam ser colocados dentro de algumas centenas de metros cúbicos e transportados para as estrelas. Fora isso, Brant sabia com certeza, que acontecera em Thalassa há setecentos anos. Enquanto a estrada subia pelas colinas eles já tinham passado por algumas das cicatrizes deixadas no solo pelas primeiras escavadeiras-robôs, enquanto buscavam a matéria-prima da qual os ancestrais de Brant tinham sido criados. Num momento eles estariam vendo as fábricas processadoras há muito tempo abandonadas e…

— O que é aquilo? — sussurrou o conselheiro Simmons com ansiedade.

— Pare! — ordenou a prefeita. — Desligue o motor, Brant.

Ela estendeu a mão para alcançar o microfone do carro.

— Prefeita Waldron, estamos na marca dos sete quilômetros. Há uma luz à nossa frente, podemos vê-la através das árvores. Até onde posso calcular, está exatamente no Primeiro Pouso agora. Não podemos ouvir nada mas vamos prosseguir Brant não esperou pela ordem, empurrando o controle de velocidade suavemente para a frente. Era a segunda maior emoção de sua vida, depois do furacão do ano 09. Aquilo fora mais do que emocionante e ele teve sorte de escapar com vida. Talvez também houvesse perigo aqui, mas ele não acreditava realmente nisso. Robôs poderiam ser hostis? Certamente não havia nada que qualquer estrangeiro pudesse desejar de Thalassa, exceto conhecimento ou amizade.

— Você sabe — disse o conselheiro Simmons —, eu tive uma boa visão da coisa antes que sumisse atrás das árvores e tenho certeza de que era algum tipo de aeronave. Naves semeadoras nunca possuíram asas e aerodinâmica, é claro. E esta era uma muito pequena.

— O que quer que seja — disse Brant —, nós saberemos em cinco minutos.



19 из 210