
— Mas se está consciente… — Conway calou-se e encolheu os ombros.
Começou a montar de novo os seus instrumentos e com a ajuda de Prilicla examinou de novo o EFLH, dando atenção especial aos órgãos da visão e da audição. Mas não houve qualquer reacção física ou emocional enquanto o exame esteve em curso, apesar das luzes intermitentes. Conway não viu qualquer indicação de desarranjo físico nos órgãos sensoriais, ainda que o paciente se mostrasse completamente ignorante de todos os estímulos externos. No plano físico estava inconsciente, insensível a tudo quanto se passava em volta, ainda que Prilicla insistisse em que não estava.
Que semideus mais doido, mais confuso, pensou Conway. Porque seria que O’Mara lhe mandava sempre os casos mais estranhos? Disse em voz alta: — A única explicação que posso encontrar para este estado peculiar de coisas é que o cérebro com o qual está em contacto tem todos os contactos com o seu equipamento sensorial bloqueados ou interrompidos. O estado do paciente não é a causa disso, de modo que o problema terá uma base psicológica. Creio que a besta tem necessidade urgente de assistência psiquiátrica.
«No entanto — prosseguiu ele — os feiticeiros podem trabalhar com, mais eficiência num doente que esteja fisicamente bem, de modo que creio que primeiro teremos de tratar desta doença da pele…»
No Hospital fora preparado um específico contra o epitelioma do tipo daquele que afectava o paciente e a Patologia já dissera que ele era adequado ao metabolismo do EPLH e não produziria efeitos secundários perigosos. Demorou apenas alguns minutos até que Conway medisse uma dose de teste e a injectasse subcutaneamente. Prilicla aproximou-se dele apressadamente, para ver o efeito. Sabiam ambos que aquele era um dos raros milagres da medicina de acção rápida — o efeito devia surgir numa questão de segundos, em vez de horas ou dias.
Dez minutos depois nada acontecera.
