
Ao agarrar-se ao paciente daquela maneira, ele fizera uma coisa aparentemente louca, mas Conway mantinha a cabeça no seu lugar, sob mais que um aspecto. Abraçado assim ao EPLH abaixo do nível daqueles tentáculos que se agitavam loucamente, Conway estava no lugar mais seguro da sala.
Então viu o tenente…
O tenente tinha as coitas encostadas à parede e estava meio deitado, meio levantado. Um braço pendia-lhe, como que solto, mas na outra mão tinha a arma. Firmava-a entre os joelhos e um olho estava fechado numa piscadela diabólica enquanto o outro apontava o cano. Conway gritou desesperadamente para que ele esperasse, mas o ruído do paciente não deixou ouvir a sua voz. Aguardou a todo o momento o clarão © o choque das balas explosivas. Sentiu-se paralisado com medo e nem sequer pôde abrir os braços e soltar-se.
Então, subitamente, tudo acabou. O paciente caiu para o lado, contorceu-se e imobilizou-se. Metendo no coldre a arma que não chegara a disparar, o tenente pôs-se de pé com dificuldade. Conway libertou-se e Prilicla desceu do tecto.
Não muito à vontade, Conway disse: — Creio que não pôde disparar comigo ali pendurado…
O tenente abanou a cabeça. — Sou um bom atirador, Doutor. Podia tê-lo atingido sem tocar em si. Mas ele gritava constantemente: «Socorro!» Essa espécie de coisa prejudica o estilo de um homem…
CAPÍTULO III
Foi só vinte minutos depois, após Prilicla ter levado o tenente para cuidar de um número quebrado, e quando Conway e o GLNO estavam a colocar no paciente um arnês muito mais forte, que notaram a ausência da peie escurecida. O estado do paciente voltara a ser aquele que era antes do tratamento. Pelo que parecia., a tremenda dose que Conway lhe administrara tivera apenas um efeito temporário, e isso era indubitavelmente peculiar. De facto, era até absolutamente impossível.
