Eram pequenas marionetes em bandos, aquelas pessoas. Seus braços e pernas minúsculos estavam em posições erguidas e como que artificiais, apanhados no instante morto do Tempo.

Voy encolheu os ombros.

Harlan estava ajustando o “pequeno gerador de campo em torno do pulso esquerdo. — Mandemos fazer esta tarefa.

— Um minuto. Quero entrar em contato com o Esboçador de Vida e saber quanto tempo levará a tarefa para você. Também quero mandar fazer esta tarefa.

Suas mãos manejaram habilmente um pequeno contato móvel e seu ouvido escutou astutamente a configuração de cliques que voltavam. (Uma outra característica deste Setor da Eternidade, pensou Harlan: códigos sonoros em cliques; inteligentes, mas afetados como as películas moleculares.)

— Ele diz que não levará mais de três horas — disse Voy finalmente. — A propósito, também ele se admira do nome da pessoa envolvida. Noys Lambert. É uma mulher, não é?

Houve um nó na garganta de Harlan. — Sim.

A boca de Voy torceu-se em um lento sorriso. — Parece interessante. Gostaria de conhecê-la; coisa nunca vista antes. Não houve mulheres neste Setor durante meses.

Harlan não se fiou em responder. Fitou o Sociólogo por um momento e voltou-se bruscamente.

Se havia um defeito na Eternidade, envolvia mulheres. Ele soubera para que era a falha, desde quase sua primeira entrada na Eternidade, mas sentiu-a pessoalmente apenas naquele dia em que encontrou Noys pela primeira vez. Desde aquele momento tinha sido um caminho fácil para esta, no qual ele permanecia infiel ao seu juramento como Eterno e a tudo em que tinha acreditado.

Para quê?

Para Noys.

E não estava envergonhado. Era aquela que realmente o acalentava. Ele não estava envergonhado. Não sentia culpa pelo crescendo de crimes que havia cometido, aos quais esta última adição do uso imoral de Esboço de Vida confidencial poderia somar-se apenas como uma pequena falta.



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