
George Greggson, que tinha uma ojeriza fora de moda pelos pousos automáticos, reajustou o controle de descida antes de responder:
— Não é justo julgar a casa deste ângulo. Vista do chão, deve ser muito diferente. Oh, céus!
— Que foi que houve?
— Os Foster estão aqui. Seria capaz de reconhecer aquela combinação de cores em qualquer lugar do mundo.
— Ora, você não precisa falar com eles, se não quiser. Essa é uma das vantagens das festas de Rupert, a gente sempre pode se esconder na multidão.
George escolhera um lugar onde aterrissar e estava se dirigindo para ele. Pousaram entre um outro Meteor e algo que nenhum dos dois foi capaz de identificar. Parecia muito rápido e, pensou Jean, muito desconfortável. Sem dúvida, concluiu ela, fora construído por um dos técnicos amigos de Rupert. Tinha idéia da existência de uma lei contra aquele tipo de coisa.
O calor atingiu-os como uma onda, mal puseram o pé fora do aparelho. Parecia sugar-lhes toda a umidade do corpo e George imaginou, inclusive, que sentia a pele estalando. Em parte era culpa deles, claro. Tinham saído do Alasca havia três horas e deviam ter se lembrado de ajustar a temperatura da cabina.
— Que lugar para se viver! — arquejou Jean. — Pensei que esse clima fosse controlado.
— E é — retrucou George. — Outrora, tudo isso era deserto, e olhe só agora. Venha, lá dentro deve estar melhor!
A voz de Rupert, uma voz de trovão, ressoou alegremente aos ouvidos deles. O anfitrião estava de pé, ao lado do avião, um copo em cada mão, olhando para eles com expressão divertida. Tinha que olhar do alto porque media aproximadamente quatro metros de altura. Além disso, era semitransparente. Podia-se ver através dele sem muita dificuldade.
— Isso é brincadeira que se faça com seus convidados! — protestou George. Tentou pegar os drinques, pondo-se nas pontas dos pés, mas suas mãos passaram através dos copos, claro. — Espero que você tenha algo de mais substancial para nos dar em casa!
