Darei a este documento completo o nome genérico de MANUAL PRÁTICO DO VAMPIRISMO. Ele constará basicamente de cinco partes: esta narrativa que alinhava num mesmo contexto as pessoas envolvidas e um conjunto de documentos colhidos em diversas situações e muitas vezes de autores diversos no espaço e no tempo, por mim e por meu saudoso amigo e colega Dr. Paul René, a quem dedico este trabalho.


SEGUNDA PARTE

O Vampirismo Astral


Você já tentou ler através do espelho o seu próprio rosto?


Existem mistérios dentro de nós, que não ousamos revelar nem para nós mesmos. Todos os dias símos à procura de alguma coisa para saciar nossas anciedades, e esse é um processo que se realiza ao preço da nossa sanidade mental, ou quem sabe da insanidade. Nessa busca sugamos energias, e nos deixamos ser sugados, num metabolismo que às vezes escapa do nosso controle. Procuramos fontes para alimentar-nos de sabedoria, sexo, sonhos, esperança, vida. Por mais que um suicida deseje a morte, o que está procurando é um meio de libertar-se dos morasmos causados pela sua ansiedade. Então, na verdade, não quer morrer, mas saciar-se com a vida, para isso é capaz de qualquer atitude, chegando ao extremo de matar-se por desespero, sem saber que justamente é nela que está a fonte de criação que lhe permitiria a auto-preservação diante da morte.

A ação do tempo envelhece a matéria, tornando a realidade da morte cada vez mais próxima; o objetivo do vampiro astral é conseguir vencer esse círculo tomando a energia de outros, para preservar sua beleza física e aumentar seus dotes intelectuais, aumentando o fascínio que as outras pessoas terão por ele. Para isso, não mede esforços, e procura sugar tudo que possa converter em força para realizar a travessia através do inexorável círculo do tempo.



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