Um corredor verde e íngreme, pavilhões grotescos, pagodes aonde se chegava por pequenas pontes, por toda a parte pequenos cafés, o cheiro forte e persistente de alimentos fritos, enfiadas de chamas de gás atrás dejnontrag, o tilintar de vidros, sons metálicos repetidos, incompreensíveis. A multidão que me arrastara até ali colidiu com outra e depois tomou-se menos densa; toda a gente entrava para um veículo aberto… não, era apenas transparente, como que moldado em vidro. Até os lugares pareciam de vidro, embora fossem macios. Sem saber como, encontrei-me dentro de um, em movimento. O veículo seguia velozmente e as pessoas gritavam acima do som de um altifalante, que repetia: «Nível meridional, meridional, mudança para Spiro, Atalé, Blekk, Frosom.» Todo o veículo parecia fundir-se, trespassado por lanças de luz; aos lados deslizavam paredes em faixas de chama e cor; arcos parabólicos, plataformas brancas. «Forteran, Forteran, mudança para Galee, mudança para rasts exteriores, Makra», gritava o altifalante. O veículo parou e depois prosseguiu velozmente. Descobri uma coisa extraordinária: não havia nenhuma sensação de travagem ou aceleração, era como se a inércia tivesse sido anulada. Como era isso possível? Verifiquei, dobrando ligeiramente os joelhos, em três paragens consecutivas. Também não se sentia nada nas curvas. As pessoas entravam e saíam. À frente ia uma mulher com um cão. Nunca vira um cão assim: enorme, com a cabeça como uma bola e muito feio. Nos seus plácidos olhos cor de avelã reflectiam-se, a recuar e a diminuir, grinaldas de luzes. RAMBRENT RAMBRENT.

Houve um tremeluzir de lâmpadas fluorescentes brancas e azuladas, escadas de brilho cristalino, fachadas pretas; o brilho cedeu lentamente o lugar à pedra. O veículo parou. AÊ5ei;;me e fiquei estupefacto. Acima do círculo afundado, em forma de anfiteatro, da paragem erguia-se uma estrutura de múltiplos andares que eu rçconheci. Ainda me encontrava na estação.



16 из 253