
Alvin voltara a ser ele mesmo. Aquela era a sua realidade — e ele sabia exatamente o que viria a seguir.
Alystra foi a primeira a aparecer, mais perplexa do que aborrecida, pois estava perdidamente apaixonada por ele.
— Ah, Alvin — ela se queixou, olhando-o da parede na qual como que se materializara. — A aventura estava tão emocionante! Por que você estragou tudo?
— Desculpe-me. Não tive intenção… Só achei que seria uma boa idéia…
Foi interrompido pela chegada simultânea de Callistron e Floranus.
— Ouça aqui, Alvin — começou Callistron. — Esta foi a terceira vez que você interrompeu uma Saga. Ontem, quebrou a seqüência, quando quis subir o Vale do Arco-íris. E anteontem estragou tudo quando quis chegar à Origem, naquela linha de tempo que estávamos explorando. Daqui por diante, se você não cumprir as regras, terá de ir sozinho.
Callistron desapareceu enfurecido, levando Floranus consigo. Narillian não apareceu, por certo estava demasiado aborrecido. Só ficou a imagem de Alystra, olhando para Alvin com tristeza.
Alvin inclinou o campo gravitacional, desceu e caminhou em direção à mesa que se materializara. Sobre ela surgiu uma taça com frutas exóticas, ao invés da comida que havia desejado, pois na confusão de seus pensamentos ele havia cometido um equívoco. Para não deixar patente seu erro, pegou a fruta de aspecto menos perigoso e pôs-se a chupá-la com cuidado.
— Bem — disse Alystra finalmente —, o que pretende fazer?
— Não posso evitar essas coisas — respondeu ele, com um certo azedume. — Acho que as regras são imbecis. Além disso, como posso lembrar-me delas quando estou vivendo uma Saga? Portanto, comporto-me do modo que me parece mais natural. Você não gostaria de olhar a montanha?
Alystra arregalou os olhos, horrorizada.
— Mas isso significaria sair para o mundo exterior! — arquejou.
