
Que sarilho, pensou ele.
As peças separadas do quebra-cabeças — ou a maior parte delas, de qualquer maneira — estavam agora nas suas mãos e precisavam apenas de ser ajustadas. Havia o estado do doente, não sério pelo que dizia respeito ao Hospital, mas indubitavelmente mortal se não fosse tratado. Depois «havia os dados fornecidos pelos dois Ians em relação àquela raça semidivina, ansiosa de poder, mas de essência beneficente, e os companheiros que nunca eram da mesma espécie e que viajavam sempre ou viviam com eles. Esses companheiros estavam sujeitos a substituição porque envelheciam e morriam enquanto isso não acontecia com os EFLH. Havia também os relatórios da Patologia, o primeiro que recebera, escrito, antes do almoço, e o último, verbal, fornecido durante as duas horas que passara com Thornnastor, o diagnosticador-chefe FGLI da Patologia. Na considerada opinião de Thornnastor o paciente EFLH não era um verdadeiro imortal, e a considerada opinião de um diagnosticador estava tão perto de" ser uma certeza tão firme como urna rocha que por certo não havia qualquer diferença. Mas enquanto a imortalidade fora posta de parte por várias razões fisiológicas, os testes tinham fornecido provas de tratamentos de longevidade ou rejuvenescimento de tipo não selectivo.
Por fim, havia as leituras de emoções fornecidas por Prilicla, antes e durante a sua tentativa de tratamento do estado da pele do paciente. Prilicla relatara uma constante radiação de confusão, angústia e impotência. Mas quando o EFLH recebera a sua segunda injecção ele enfurecera-se, e a explosão de emoções que surgira do seu espírito tinha, segundo as próprias palavras de Prilicla, quase frito o cérebro do empata. Prilicla fora incapaz de dar uma leitura detalhada de uma tão violenta erupção de emoções, principalmente porque se preparara para o nível inicial, e muito mais suave, em que o paciente estivera a irradiar mas concordava na existência de uma Instabilidade do tipo esquizóide.
