Os cidadãos GKNM de Ia eram uma forma de vida grande, delicada e alada que parecia uma libélula. Aos seus corpos esguios como uma vareta mas flexíveis estavam presas quatro pernas de insecto, manipuladores, os órgãos sensoriais usuais e três tremendos pares de asas. As maneiras deles à mesa não eram verdadeiramente desagradáveis — acontecia apenas que eles não se sentavam para comer, pairavam no ar. Aparentemente, comer enquanto voavam ajudava as suas digestões e era muito como um reflexo condicionado.

Conway colocou o relatório da Patologia sobre a mesa e pôs a terrina da salada em cima dele, para que não voasse. Disse: — Por aquilo que acabo de vos ler parece um caso muito simples. Mas direi que é invulgar, uma vez que o doente surge notavelmente isento de qualquer tipo de bactérias nocivas. Os sintomas dele indicam uma forma de epitelioma, isso e nada mais, o que torna a inconsciência um tanto ou quanto perturbadora. Mas talvez alguma informação sobre o seu ambiente planetário, períodos de sono, etc., possa esclarecer as coisas1, e é por isso que lhes queria falar.

— Sabemos que o paciente vem da vossa galáxia. Podem dizer-me alguma coisa sobre ele?

O GKNM que estava à direita de Conway deslizou alguns centímetros para trás, afastando-se da mesa, e disse através do seu Tradutor: — Receio ainda não ter dominado as dificuldades do vosso sistema de classificação fisiológica, Doutor. Qual é o aspecto do cliente?

— Desculpe, esqueci-me disso — confessou Conway. Ia explicar em pormenor o que era um EPLH, mas resolveu fazer antes um esboço nas costas do relatório da Patologia. Poucos momentos depois ergueu o desenho e disse: — Parece-se mais ou menos com isto.



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