Compute mecânico não adiantava. O maior Computaplex já construído, manejado pelo Computador Sênior mais inteligente e experiente já nascido, não podia fazer melhor do que indicar as áreas nas quais a M.M.N. poderia ser encontrada. Era então o Técnico, examinando os dados, que decidia quanto a um ponto exato dentro daquela área.

Um bom Técnico raramente errava. Um ótimo Técnico nunca errava.

Harlan nunca errava.

— Agora, a M.M.N. recomendada por seu Setor — disse Harlan (falava fria e calmamente, pronunciando a Linguagem Intertemporal Padrão em sílabas precisas) — envolve indução de um acidente no espaço e a morte imediata, por meios bem horríveis, de doze ou mais homens.

— Inevitável — disse Voy, encolhendo os ombros.

— Por outro lado — disse Harlan — sugiro que a M.M.N. possa ser reduzida ao mero deslocamento de um receptáculo de uma coluna para outra. Aqui!

Seu dedo alongado apontou. A unha branca e bem cuidada de seu indicador traçou uma leve marca ao longo de uma fileira de perfurações. Voy considerou as coisas com uma dolorosa mas silenciosa intensidade.

— Isso não altera a situação com vantagem para sua bifurcação considerada? — perguntou Harlan. — Isso não tira vantagem da bifurcação de menor probabilidade, mudando-a para quase certeza, e isso então não, conduz…

— Virtualmente à M.R.D. — murmurou Voy.

— Exatamente à Máxima Resposta Desejada — afirmou Harlan.

Voy levantou os olhos, com sua face escura contorcendo-se por algo entre desapontamento e raiva. Harlan distraidamente notou que havia um espaço entre os grandes incisivos superiores do homem, que lhe dava a expressão de um coelho, totalmente em desacordo com a força contida de suas palavras.

— Suponho que terei notícias do Conselho Geral? — perguntou Voy.

— Não creio. Pelo que sei, o Conselho Geral não sabe disso. Pelo menos, a Mudança de Realidade projetada foi-me passada sem comentário.



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