
— O rast de Merid seria melhor — alvitrou a mulher, e todos os olhos do seu vestido pareceram fitar-me com desconfiança e espanto.
— Rast? — repeti, desamparado.
— Ali. — Ela apontou para uma elevação desocupada, com lados às riscas pretas e prateadas e que parecia o casco de um navio pintado de modo peculiar e deitado de lado.
Tudo isso era visível através de um círculo verde que se aproximava. Agradeci ao casal e saí do passadiço, provavelmente onde não deveria, pois o impulso fez-me tropeçar. Recuperei o equilíbrio, mas senti-me rodopiar de tal maneira que não soube em que direcção ir. Pensei no que deveria fazer, mas, entretanto, o meu ponto de transferência desviara-se consideravelmente do monte preto e prateado que a mulher me mostrara e que não consegui encontrar. Como a maioria das pessoas que me cercavam se dirigia para uma rampa a subir, fiz o mesmo. Vi nela um gigantesco letreiro a arder no ar: DUCTO CENT. As restantes letras de ambos os lados não eram visíveis devido à própria magnitude. Silenciosamente, fui conduzido a uma plataforma com quase um quilómetro de comprimento, da qual estava a partir um veículo em forma de fuso, que mostrou ao elevar-se uma base sulcada de luzes. Mas talvez aquela forma de Leviatão fosse a plataforma e eu estivesse no rasl… Nem sequer havia ninguém a quem perguntar, pois a área que me cercava estava deserta. Devia ter metido pelo caminho errado. Uma parte da minha plataforma tinha construções atarracadas, sem paredes à frente. Aproximei-me e encontrei cubículos baixos e fracamente iluminados, nos quais estavam séries de máquinas pretas que tomei por carros. Mas quando as duas mais próximas emergiram e. sem que eu tivesse tempo de recuar, passaram por mim a uma velocidade tremenda, vi. antes de desaparecerem no fundo de vertentes parabólicas, que não tinham rodas, nem janelas, nem portas. Eram aerodinâmicos, como imensos pingos pretos de líquido. Fossem carros ou não fossem, pensei, de qualquer modo aquilo parecia uma espécie de parque de estacionamento.
