Dos rasts? Achei melhor esperar que aparecesse alguém e acompanhá-lo. Pelo menos, aprenderia alguma coisa. A minha plataforma ergueu-se ligeiramente, como a asa de um aeroplano impossível, mas permaneceu vazia; só ali havia as máquinas pretas que emergiam singularmente ou diversas ao mesmo tempo dos seus covis metálicos e partiam a grande velocidade, sempre na mesma direcção. Desci mesmo até à aresta da plataforma, até sentir de novo aquela força invisível e elástica, que assegurava uma segurança completa. A plataforma estava realmente suspensa no ar. não apoiada em coisa nenhuma. Levantei a cabeça e vi muitas outras iguais, a pairar, imóveis no espaço, do mesmo modo. com as suas grandes luzes apagadas. Algumas, aonde estavam a chegar veículos, tinham as luzes acesas. Mas aqueles foguetões, ou projécteis, não eram como o que me trouxera de Luna.

Fiquei ali um bocado, até notar, no fundo de alguns passadiços mais distantes — embora não soubesse se eram reflexos, em espelhos, do meu ou realidade —, letras de fogo a deslocar-se sistematicamente através do ar: SOAMO SOAMO SOAMO, uma pausa, uma espécie de clarão azulado e depois NEONAX NEONAX NEONAX. Devia tratar-se dos nomes de estações ou, provavelmente, do anúncio de produtos. De qualquer modo, não me diziam nada.

«Já é mais que tempo de me encontrar com o tal tipo», pensei. Girei nos calcanhares e, vendo um passadiço seguir na direcção oposta, passei para ele. Afinal, tratava-se do nível errado, não era sequer o átrio que eu deixara: percebi-o pela ausência das enormes colunas. No entanto, elas podiam ter ido para qualquer lado… Entretanto, já tudo me parecia possível.

Encontrei-me numa floresta de fontes; mais adiante encontrei uma sala branca e rosa cheia de mulheres. Ao passar, estendi a mão, sem pensar, para o jacto de uma fonte iluminada, talvez por ser agradável encontrar alguma coisa um bocadinho familiar.



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