Entretanto, o lugar que a rapariga me apontara ficara deserto. Depois daquele incidente desisti de procurar rasts, o Círculo Interior, duetos e desvios. Resolvi sair da estação. Até então, a experiência não me encorajava a abordar transeuntes; por isso, segui ao acaso uma seta azul-celeste que apontava para cima. Sem qualquer sensação especial, o meu corpo passou através de dois letreiros luminosos que brilhavam no ar: CIRCUITOS LOCAIS. Cheguei a uma escada rolante onde se encontravam algumas pessoas. O nível seguinte era de bronze escuro e sulcado de veios com pontos de exclamação dourados. Junções fluidas de tectos e paredes côncavas.

Corredores sem tecto, envoltos em cima num pó brilhante. Pareceu-me que me estava a aproximar de instalações habitacionais de qualquer espécie, pois a área tinha o ar de um sistema de gigantescos átrios de hotéis — guichés de caixas, tubos de níquel ao longo das paredes, recessos com empregados… Talvez fossem escritórios para troca de moeda ou um posto de correios. Continuei a andar. Já tinha quase a certeza de não ser aquele um caminho para qualquer saída e de (a julgar pela extensão da subida) me encontrar na parte elevada da estação. No entanto, continuei a seguir na mesma direcção. Um vazio inesperado, painéis cor de framboesa com estrelas cintilantes, séries de portas. A mais próxima estava aberta e eu olhei para dentro. Um homem forte e de ombros largos olhou-me do lado oposto: eu próprio, num espelho. Abri mais a porta. Porcelana, canos prateados, níquel. Lavabos.

Senti uma pequena vontade de rir, mas de modo geral não me perturbei.



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